Antes de
entrarmos na igreja, paramos para descansar em frente da fonte. A visita à
igreja foi inevitável, uma igreja que por fora me parecia sombria e ao entrar sentiamos
uma atmosfera pesada, principalmente pelo cheiro de vela que empregnava o
ambiente, sentamos para meditar um pouco, mas energia do interior nos mostrou a
saida, então com uma rapidez fora do comum ganhamos novamente a rua, mas
precisamente a Rue Bonaparte.

Olhar as vitrines nunca foi o meu
forte, mas com as vitrines de Paris não tem como ficar alheio, elas nos convidam com
tamanho encanto, além do mais, estávamos pesquisando alguma loja para se comprar
uma boa roupa de frio, que parecia que não chegava, até que encontramos a igreja
Saint-Germain-des-Prés, perto da igreja, na esquina do Boulevard com a rue Benoit está
o café “Les Deux Magot” e ao seu lado a rival o café “De Flore”, assim a sessão de
fotos começou, tentamos registrar as imagens dos famosos cafés, que em um
passado não muito distante recebia a elite da cultura mundial, a reputação é
derivado do patrocínio de artistas surrealistas, intelectuais e jovens
escritores, tais como Simone de Beauvoir e Jean-Paul Sartre, Ernest Hemingway,
Albert Camus e Pablo Picasso.
Na frente
da igreja Saint-Germain-des-Prés estavam as barraquinhas natalinas com comidas e
bebidas típicas. Andamos pelo Boulevard Saint-Germain-des-Prés e o relógio interno nos
avisava que era hora do almoço, pois era quase uma hora da tarde. A fome nos fez aguçar mais os sentido e avistamos um restaurante indiano, eles geralmente servem pratos
vegetarianos, uma boa pedida para nós dois, na maioria dos
restaurantes há pelo menos um prato adquado, a culinária indiana é
famosa pelos seus pratos condimentados e na sua maioria picante.
Fomos ver o cardápio do dia e o seus preços, eles eram excelentes, era lá
mesmo que iriamos, este seria o primeiro restaurante que entraríamos.
A recepção foi agradavel, em um
ambiente quente aconchegante, logo nos veio atender um senhor indiano, podiamos
sentir no ar o cheiro das especiarias e do ghee (manteiga clarificada), que
sempre dá um toque a comida indiana, o som era de bollywood, ritmo muito
apreciado na Índia. Pedi a comida com um francês forçado, pausado, mas
inteligível, eles também falavam ingles. Primeiro me fiz entender em francês e
em segundo plano o inglês.
Na mesa tinha algumas tigelinhas de
chutney, molho agre-doce picante, que acompanha os pratos ou no naam, pão
indiano. A comida veio logo em seguida, uma delícia, nos fartamos de arroz
com especiárias, com o cozido de legumes e o naam. Depois do almoço sempre vem
a preguiça, mas o dia mal começava e colocamos os pés na estrada, ou seja, no
boulevard.
Pertinho do restaurante indiano
estava o boulevard Saint-Michel e logo avistamos o museu a abadia do antigo
mosteiro de Cluny, hoje um museu.
Subimos o boulevard Saint-Michel e
avistamos a sorbonne, que tanto inspirou os estudantes do mundo. Se tivessemos
continuado a nossa subida no boulevard Saint-Michel estariamos novamente no
Jardim de Luxembourgo, mas os pés começavam a doer, pegamos o metro e fomos
descansar um pouco da Luz de Paris.
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