terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Saint Germain-des- Prés e Saint-Michel


A neblina estava se dissipando lentamente, e nós juntamente com a neblina deixamos o lindo Jardim de Luxembourgo, o destino era o boulevard Saint-Germain-des-Prés, um famoso boulervard, que na grande reforma de Paris foi a parte mais importante no projeto feito pelo Barão Haussmann em 1850 e terminado em 1860. Antes da reforma, a região era formada por pequenas ruas, que deram lugar aos boulevares Saint-Germain-des-prés e Saint-Michel.




No caminho, rumo ao encontro do boulevard encontramos uma praça que tem uma fonte com a cabeça de leão, é a praça São Sulpício, “o Piedoso” que em francês é Saint-Sulpice e também tem uma igreja com o mesmo nome, esta igreja constitui-se na segunda igreja mais alta da cidade, e foi consagrada a São Sulpício, esta igreja quase foi destruida na revolução francesa. 
Antes de entrarmos na igreja, paramos para descansar em frente da fonte. A visita à igreja foi inevitável, uma igreja que por fora me parecia sombria e ao entrar sentiamos uma atmosfera pesada, principalmente pelo cheiro de vela que empregnava o ambiente, sentamos para meditar um pouco, mas energia do interior nos mostrou a saida, então com uma rapidez fora do comum ganhamos novamente a rua, mas precisamente a Rue Bonaparte. 

Olhar as vitrines nunca foi o meu forte, mas com as vitrines de Paris não tem como ficar alheio, elas nos convidam com tamanho encanto, além do mais, estávamos pesquisando alguma loja para se comprar uma boa roupa de frio, que parecia que não chegava, até que encontramos a igreja Saint-Germain-des-Prés,  perto da igreja, na esquina do Boulevard com a rue Benoit está o café “Les Deux Magot” e ao seu lado a rival o café “De Flore”, assim a sessão de fotos começou, tentamos registrar as imagens dos famosos cafés, que em um passado não muito distante recebia a elite da cultura mundial, a reputação é derivado do patrocínio de artistas surrealistas, intelectuais e jovens escritores, tais como Simone de Beauvoir e Jean-Paul Sartre, Ernest Hemingway, Albert Camus e Pablo Picasso.

Na frente da igreja Saint-Germain-des-Prés estavam as barraquinhas natalinas com comidas e bebidas típicas. Andamos pelo Boulevard Saint-Germain-des-Prés e o relógio interno nos avisava que era hora do almoço, pois era quase uma hora da tarde. A fome nos fez aguçar mais os sentido e avistamos um restaurante indiano, eles geralmente servem pratos vegetarianos, uma boa pedida para nós dois, na maioria dos restaurantes há pelo menos um prato adquado, a culinária indiana é famosa pelos seus pratos condimentados e na sua maioria picante. Fomos ver o cardápio do dia e o seus preços, eles eram excelentes, era lá mesmo que iriamos, este seria o primeiro restaurante que entraríamos.

A recepção foi agradavel, em um ambiente quente aconchegante, logo nos veio atender um senhor indiano, podiamos sentir no ar o cheiro das especiarias e do ghee (manteiga clarificada), que sempre dá um toque a comida indiana, o som era de bollywood, ritmo muito apreciado na Índia. Pedi a comida com um francês forçado, pausado, mas inteligível, eles também falavam ingles. Primeiro me fiz entender em francês e em segundo plano o inglês.
Na mesa tinha algumas tigelinhas de chutney, molho agre-doce picante, que acompanha os pratos ou no naam, pão indiano. A comida veio logo em seguida, uma delícia, nos fartamos de arroz com especiárias, com o cozido de legumes e o naam. Depois do almoço sempre vem a preguiça, mas o dia mal começava e colocamos os pés na estrada, ou seja, no boulevard.
Pertinho do restaurante indiano estava o boulevard Saint-Michel e logo avistamos o museu a abadia do antigo mosteiro de Cluny, hoje um museu.

Subimos o boulevard Saint-Michel e avistamos a sorbonne, que tanto inspirou os estudantes do mundo. Se tivessemos continuado a nossa subida no boulevard Saint-Michel estariamos novamente no Jardim de Luxembourgo, mas os pés começavam a doer, pegamos o metro e fomos descansar um pouco da Luz de Paris.







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