quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Perdidos na noite


Já estavamos nos acostumando com os fins de tarde de inverno que avança rapidamente para noite, cinco da tarde nos parecia ser bem mais tarde. Queriamos descansar, então deixamos pra sair lá pelas oito horas da noite que estranhamente parecia ser bem mais tarde. Como de costume ao sair iamos munidos do “navigo” e o mapinha do metrô, então saimos para descobrir as luzes das grandes galerias.
Ao sair da estação  de metrô Chaussêe d’Antin Lafayette podia sentir o cheiro de castanhas assadas, muitas barraquinhas improvisadas na frente do magazine, barracas itinerantes, na sua maioria pertencendo a pessoas de origem indianas, eram fortes e inesquecíveis o cheiro das castanhas.


Na frente das vitrines muitas pessoas paradas para tirar fotografia dos enfeites de natal, o tema era Rock and Roll, todos com suas maquinas com cliques e clarões do flash, queríamos registrar também a nossa passagem pelas enfeitadas vitrines, as pessoas não davam trégua com suas câmeras, pacientemente esperamos o momento certo, muitas famílias paravam na frente e demoram para sair, as crianças ficavam encantadas com tantas luzes e vida, é a magia do natal se fazendo presente.


Depois de uma longa espera conseguimos tirar as fotos.

Resolvemos visitar a grande Magazine Lafayete por dentro, mas nos decepcionamos ao constatar que a loja estava fechada, chegamos muito tarde e nem passava pela cabeça perder a viagem e fomos andar aos arredores, indo ao l’Opera de Paris, lindo templo dedicado as artes, estava fechado, ou seja, para visitação.
Da decepção de não visitar a grande galeria Lafayete e o L’Opera, resolvemos andar mais. Decidimos ir até Montmartre, uma bela caminhada, para nós era excitante flanar por estas regiões da cidade, por ruas desconhecidas e um tanto desertas pelo frio que fazia naquele horário. 
Notamos que estávamos andando por intuição, por ruas em que não a seguíamos por inteiro, virando sempre e subindo, não tínhamos um mapa em mãos para nos guiar, queríamos realmente nos perder pelo caminho, sem tirar o objetivo de chegar à Montmartre.
Foi que notamos que realmente estávamos perdidos no caminho e que estava ficando tarde, pelo menos parecia ser bem tarde, mudando assim nosso objetivo que era de subir a colina, agora queríamos uma estação de metro e voltar para o hotel, descansar os pés depois de andar muito.
Quando estávamos para cruzar o Boulevard Roucherchouart que fica na base da colina de Montmartre, fiicamos apreesivos, o horário não estava ajudando, deixaríamos para um outro dia, pois ficaríamos em Paris por mais tempo, não faltaria oportunidade de ir para mais alto na caminhada.
A estação de metrô estava perto, podia-se ver as luzes de longe, andamos uma quadra e chegamos assim na estação Barbèr Rouchechouart, sentido Nation, para fazer a transferência para a estação Porte de Montrueil onde fica o hotel.
O dia seguinte seria cheio de descobertas na Cidade Luz de Paris.

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