Nestes dias, as vésperas da viagem me peguei olhando para o calendário, e me fez cair na real – Falta muito pouco para cruzar os céus acima do atlântico e chegar em Paris...Neste interim me veio à lembrança de um ano trás, quando encontrei uma pessoa muito especial, uma pessoa que tem algumas afinidades comigo, uma amiga querida– Selma. Eu a encontrei pela internet, por um e-mail, que eu não sei ao certo se fui eu que mandei ou se foi ela, apenas sei que não nos deixamos de falar, principalmente de sua viagem à Índia, ela estava encantada com as terras do oriente, pois tinha sido a sua primeira vez na Índia e eu continuava encantado depois de duas vezes. Ela me falava de sua viagem, e eu falava da minha, de alguns lugares bem interessantes, das montanhas e templos.
As nossas conversas foram se tornando mais regulares, e durava até altas horas da madrugada, perdendo assim a noção da hora, e sempre a Índia era o tema principal de nossos assuntos que acabava girando entorno de outras viagens. Em uma destas conversas, Selma me disse queria voltar e conhecer outros lugares na Índia, lugares esses que eu estivera por minha vez queria conhecer lugares que ela esteve.
Em uma destas conversas madrugais, resolvemos ir para Índia no final do ano, com a condição de que eu iria montar um grupo, mas infelizmente ou felizmente, não montei o grupo, porém a vontade de viajar continuava.
Outro lugar que estava na pauta, depois da Índia, era a cidade luz, que concordávamos ser a nossa cidade de predileção, nós sentíamos bem em uma cidade linda, cheia de vida e de romantismo, uma cidade cheia lugares históricos para visitar, sendo assim não foi difícil chegar a uma conclusão, ir a para Paris, estava certo, voltaríamos à cidade luz.
Tenho que dizer que a minha amiga Selma esteve em Paris duas vezes e eu estive uma vez lá, e tanto ela com eu, deixamos de visitar alguns lugares, quero também comentar que a vida é surpreendente, nos mostrando que Paris estava ao nosso alcance, e só de pensar que iriamos para Índia.
Faltando setenta dias fechamos a viagem.
Nestes setenta dias revisamos lugares a serem visitados, tais como museus, jardins, palácios, cemitérios, igrejas, feiras livres, lojas, magazines, falamos muito sobre fazer passeios a pé, e também de metro, visitar cidades perto de Paris.
Os dias iam passando e sempre tinha algo a ser lembrado, víamos os dias passando como a areia de uma ampulheta que vai caindo até não restar mais nada, e quando cair o último grão de areia, chegou o dia de seguir pela Luz de Paris.
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